Europcar: “2016? Bom, mas não sensacional!”

Por a 5 de Janeiro de 2017 as 17:46
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Um ano bom, sim, mas não tão bom quanto seria expectável para 2016, período de todos os recordes no Turismo em Portugal. Esta foi a ideia transmitida por Fernando Fagulha, responsável pela Europcar para o mercado português, que juntou vários jornalistas para um almoço-convívio. “Foi um ano [2016] em que houve mais frota disponível e players no mercado, factores que, de alguma forma, influenciam todo o sector“, começou por dizer.

Para o responsável, “o aumento de automóveis disponíveis e as low-cost nas empresas de mobilidade fizeram com que a receita diária saísse afectada“, recordando também a “subida dos custos nos aeroportos que praticamente duplicaram“.

Factores que, na opinião de Fernando Fagulha, impediram que a Europcar reivindicasse, tal como todo Turismo em Portugal, números recorde. “Países como a Turquia, Franca, a região do Norte de África tiveram decréscimos no que ao Turismo diz respeito e, com isso, a expectativa de bons números para nós aumentou. No entanto, isso não se verificou”.

Questionado sobre o não acompanhamento do comboio de alta velocidade que passou em 2016 pelo país, Fagulha é peremptório. “Há muito turismo a chegar a Portugal via low-cost e isso ajudou imenso cidades como o Porto e Lisboa a aumentarem os seus números turísticos. Porém, este tipo de visitante não é o nosso target: não está nos seus planos alugar um carro e se o fizer é de apenas de um dia. O turismo mudou e temos de entender este fenómeno, ainda que também tenha aumentado o número de turistas que alugam carros”.

Ainda sobre os “novos turistas”, Fagulha adiantou: “Hoje, reparamos que existem mais pessoas na Avenida da Liberdade, com sacos nas mãos, a fazerem compras e a florescerem negócios na Baixa que, outrora, pareciam quase extintos. Há que perceber, apesar de tudo, que estes turistas não vão alugar automóveis. Estas pessoas saíram do Aeroporto de Lisboa, apanharam o Metro e desembocaram naquela artéria da capital”.

A finalizar, mais uma ideia que vai de encontro a um 2016 não tão bom. “O que aqui estamos a falar tem que ver com a lei da oferta e da procura: se há muita oferta, o preço baixa e, claro, as margens são menores“.

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