Centro de Portugal promove-se em Israel

Por a 7 de Fevereiro de 2014 as 13:02

O Centro de Portugal, através da Agência Regional de Promoção Turística do Centro ARPTC), participa na próxima segunda-feira, dia 10 de Fevereiro, no workshop Portugal Experience | Telavive. 

O workshop conta com a participação de operadores turísticos e agentes de viagens israelitas, e antecede a 20ª edição da Feira Internacional de Turismo do Mediterrâneo – IMTM, que decorre nos dias 11 e 12, no centro de Exposições e congressos de Telavive. A IMTM é a mais importante feira de turismo e de viagens da região do Mediterrâneo Oriental. 

A promoção do destino Centro de Portugal, em Israel, enquadra a campanha elaborada para a dinamização do produto Turismo Religioso, e especificamente do Turismo Judaico. O Centro de Portugal é a região com mais significativo património judaico existente no território nacional. 

A comunidade judaica de Belmonte – única comunidade peninsular herdeira legítima da antiga presença histórica dos judeus sefarditas; as judiarias da Guarda, Trancoso e Almeida, a sinagoga de Tomar, a memória de Aristides de Sousa Mendes, ou os produtos “Kosher” produzidos na região, são alguns exemplos da herança e presença judaica, entre outros.

Um comentário

  1. Jorge Pratas

    13 de Fevereiro de 2014 at 9:57

    Sugiro que alem de Sousa Mendes refiram os casos, porventura mais heroicos, de Sampaio Garrido e Texeira Branquinho, na Hungria, em pleno coracao Nazi, e em pleno holocausto, correndo risco de vida, mais de 1,000 judeus. Foram reconhecidos a 2 de Fevereiro de 2010, pelo Yad Vashem – Autoridade Nacional para a Memória dos Mártires e Heróis do Holocausto criada em 1953 pelo Estado de Israel. Não tiveram, em Portugal, a atenção mediática de Sousa Mendes porque ao terem actuado com coordenação de Salazar não podiam ser utilizados para criticar a figura do ditador.
    Também sugiro que ser refiram os casos de Leite Pinto e Mosés Amzalak. Entre 1943 e 1948 Leite Pinto foi Administrador-delegado da Companhia de Caminhos de Ferro da Beira Alta, onde desenvolveu uma acção extremamente valiosa, activamente humanitária e de repercussão política -, de negociações, acolhimento e recepção dos milhares de fugitivos da segunda guerra mundial em colaboração com Professor Moisés Bensabat Amzalak, Reitor, Líder da Comunidade Israelita de Lisboa e Reitor da Universidade Técnica de Lisboa.5 A linha de caminho de ferro da Beira-Alta foi, segundo Leite Pinto, a “Estrada do Céu” para milhares de entes que, desolados haviam atravessado uma Espanha desolada.
    Já no caso de Sousa Mendes, seria mais prudente. segundo, Avraham Milgram historiador da Yad Vashem num estudo publicado em 1999 pelo Shoah Resource Center, International School for Holocaust Studies (Portugal the Consuls and the Jews), a diferença entre o mito e a realidade é grande. Em muitos artigos de jornais tem vindo a ser publicado que Sousa Mendes, com 14 filhos para sustentar, foi expulso da carreira e privado da sua reforma, vindo a morrer na miséria. A verdade é que em 1940 os 12 filhos, vivos, de Aristides, já eram na sua maioria adultos, apenas 4 ainda eram menores. Destes quatro, três eram legítimos e o quarto a futura Marie-Rose, ainda se encontrava no ventre da amante francesa, Andrée Cibial. Na verdade, Aristides pôde usufruir, até à sua morte em 1954, de um salário completo de Cônsul de 1ª classe, 1,593$30 Escudos mensais, muito acima da média nacional da época o que dificilmente se poderá considerar miséria. Tudo isto poderá ser hoje facilmente verificado nos arquivos online.

Deixe aqui o seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *