A AHP – Associação da Hotelaria de Portugal reagiu, esta segunda-feira, ao adiamento da aplicação da “taxa turística” criada pela Câmara Municipal de Aveiro, que estava previsto entrar em vigor no dia 23. Em comunicado, a associação afirma que se trata de um “simples reconhecimento pela autarquia das inultrapassáveis dificuldades práticas que a cobrança e fiscalização levantam”. Para a AHP: “É lamentável que a AHRESP tenha aceitado constituir com a autarquia um grupo de trabalho para que “que se estude a melhor forma de implementação desta Taxa”.
“É exactamente isso que a autarquia pretende com este adiamento, que aliás veio na sequência do anúncio pela AHP que iria colocar a questão em tribunal: a autarquia quer contar com a colaboração de um grupo de trabalho onde está uma associação para acertar pormenores sobre a implementação prática da taxa turística!”, diz a AHP.
“Os hoteleiros associados da AHP mantêm-se firmes na ação judicial anunciada a 16 de agosto para revogar desta denominada “taxa” municipal”, afirma Cristina Siza Vieira, presidente da direção executiva da AHP.
Miguel Júdice, presidente da AHP, adianta que a atitude tomada pela AHRESP é lesiva dos interesses dos hoteleiros e de todo o setor: “Não compreendo como se pode negociar com a Câmara Municipal sobre a melhor forma de cobrar uma taxa! Ou se está contra o pagamento de mais tributos e formas avulsas de fazer crescer as receitas públicas cobrando mais impostos ou se está disponível para trabalhar sobre a “melhor e mais eficaz” forma de o fazer! Creio que a AHRESP prestou aqui um mau serviço a todo o Turismo nacional, ao contrário do que pratica quando se cinge à restauração, onde tem provas dadas”, conclui.
