SET: “Turismo fez uma aposta excessiva no imobiliário”

27 de Abril de 2012 às 18:52 por Carina Monteiro

Cecília Meireles considera que a estratégia de aposta de Portugal no turismo imobiliário não foi bem sucedida e não atingiu o número de turistas suficiente para a oferta. “O Turismo fez uma aposta excessiva no imobiliário, sendo essa aposta demasiado alavancada no crédito”. A secretaria de Estado do Turismo proferiu a afirmação durante a tomada de posse dos órgãos sociais da AHRESP, na passada sexta-feira, dia 27 de Abril. “A resolução deste problema é absolutamente estrutural e não se fará num ano ou dois, mas nas próximas décadas”, disse. Outro problema, diferente deste, afirma Cecília Meireles, “é o facto de algumas empresas estarem a atravessar dificuldades de tesouraria, problema para qual o Governo já avançou com uma solução através de protocolos bancários, com uma linha de cerca 80 milhões de euros, para fazer face as estas questões conjunturais. A aposta turístico-imobiliária é um problema estratégico que se transformou num problema conjuntural. Nas próximas décadas temos de nos ocupar da procura e ir buscar retorno para o investimento que já foi feito”.

Questionada sobre os recentes problemas de pagamento dos turistas nas ex-SCUT, a secretária de Estado disse que: “O Turismo de Portugal e as Estradas de Portugal estão a trabalhar em conjunto para informar os turistas que já existe um site onde podem fazer o pagamento online e adquirir títulos que permitem a circulação durante alguns dias no país. Até ao final do mês vão apresentar propostas para tornar este plano operacional”.

     

Uma resposta a “SET: “Turismo fez uma aposta excessiva no imobiliário””

  1. José Preto da Silva diz:

    o pagamento das portagens das SCUTS para os visitantes estrangeiros já deveria estar devidamente estudado pelas Estradas de Portugal e sua operacionalização ser simples e prática e não obrigar os nossos clientes a suportar onus de tal implementação.Este tipo de actuação prejudica a imagem tusritica de Portugal no exterior com o onus que daí advém para a industria turística.
    Considero dificil de aceitar esta situação que releva de pouco cuidado dado ao assunto pelas “Estradas de Portugal”

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