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“Os preços já bateram no fundo no Algarve”

8 de Fevereiro de 2010 às 17:42:01 por Fátima Valente

Comentando a quebra de 17,4% no volume de vendas dos hotéis e empreendimentos turísticos do Algarve, no mês de Janeiro, Elidérico Viegas, presidente da AHETA, afirma que “o preço já não é um factor determinante para a taxa de ocupação no Algarve porque os empresários não conseguem baixar mais os preços”. “É impraticável”, argumenta.

Os números provisórios publicados hoje pela AHETA permitem várias leituras. A primeira é que “Janeiro sempre foi e continua a ser o mês mais fraco da estação baixa e o mais penoso do ano”, e a segunda é que se nota um “acentuar da sazonalidade em períodos como este de diminuição da procura”.

Elidérico Viegas observa ainda a continuação da tendência de 2009, em que, pela primeira vez, a taxa média de ocupação mais elevada coube aos três estrelas, ou seja, em Janeiro, as unidades mais penalizadas na ocupação foram os quatro e cinco estrelas. A estada média também foi afectada, tendo diminuido quase dois dias para os 4,2 dias em Janeiro. “Além de ser um número muito baixo, acaba por se reflectir nas taxas de ocupação. A diminuição da estada média é explicada em parte pela retracção do turismo sénior, sobretudo oriundo do mercado holandês, cuja procura baixou 17,2%”, salienta.

Palavras Chave: Destaque, Hotelaria & Restauração

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