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Baixa dos preços dos hotéis permitiu poupança ao corporate

8 de Fevereiro de 2010 às 14:38:48 por Fátima Valente

O inquérito anual aos hotéis lançado pelo Hogg Robinson Group (HRG), empresa de serviços corporate, reflectiu um ano difícil para o mercado hoteleiro, em função da diminuição da procura. Todas as regiões reportaram quebras nos preços médios, e apenas algumas cidades como Londres, Houston e Johannesburgo evitaram uma quebra de dois dígitos. O enfraquecimento da libra inglesa foi novamente um factor determinante sobre os preços pagos pelos viajantes corporate do Reino Unido, particularmente os que viajaram para os EUA e Zona Euro.

Margaret Bowler, directora de Global Hotel Relations na HRG, diz: “2009 foi claramente um ano difícil para a hotelaria, mas ao mesmo tempo as alterações no mercado criaram oportunidades para os hotéis e viajantes corporate”.

“À medida que as ocupações baixavam, os turistas corporate ganharam acesso às tarifas negociadas. Os hoteleiros tentaram manter os preços e perante isso os turistas corporate aumentaram o leque de serviços a que podiam aceder pelo mesmo valor: acesso à internet, estacionamento e pequeno almoço, etc”.

Margaret Bowler conclui: “Muitos dos nossos clientes estão a virar as atenções para poupar de acordo com as políticas de hotel apresentadas. O corporate colocou sempre o hotel em segundo lugar em comparação com as reservas de avião. Mas nas difíceis negociações levadas a cabo em 2009, perceberam que os hotéis representam um potencial de  poupança importante, pelo que o papel das empresas de travel management como a HRG é fundamental para guiar os clientes no mercado”.

Entre as tendências identificadas pela HRG está o facto de Moscovo aparecer em 2009 como o destino mais caro em todo o mundo pelo quinto ano consecutivo, não obstante a quebra de 5% nas tarifas dos hotéis. Já Londres, que também baixou os preços em cerca de 5% (no ano anterior tinha-os subido 3%) desceu do 16º para o 29º lugar no ranking das cidades mais caras. Um dado interessante é que a capital do Reino Unido contou com a vantagem do acréscimo da procura em função da desvalorização da libra, tendo sido menos afectada pela crise do que as cidades secundárias.

A região do Médio Oriente registou quebras de preços menos acentuadas em comparação com outras regiões. Por exemplo, Abu Dhabi passou da 5ª para a 2ª posição no ranking, tendo registado uma descida de apenas 1%.

Nos Estados Unidos da América, a excepção à regra da baixa de preços foi Houston, devido à indústria petrolífera, e Ottawa, a capital canadiana. E apesar de Nova Iorque ter registado das piores perdas (23%), as condições de mercado melhoraram ligeiramente no final de 2009.

A hotelaria económica sentiu um acréscimo da concorrência dos três e quatro estrelas, enquanto os cinco estrelas foram os que menos baixaram os preços (apenas 3,5%), com a maioria dos hoteleiros de topo a preferirem sacrificar a ocupação para manter a “integridade dos preços”.

Palavras Chave: Hotelaria & Restauração

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