Última
Edição Impressa
Última Edição
 
 
 

Turismo de Luxo

25 de Novembro de 2009 às 05:46:11 por Publituris

André Jordan – Empresário
A crise internacional que afecta seriamente o turismo e as viagens veio, por outra parte, ao encontro do tipo de turismo de qualidade que é praticado em Portugal. Tendo 3% do mercado mundial, não podemos deixar de festejar a rejeição por parte dos utentes daquele tipo de turismo que tem no exagero do luxo dourado o seu principal apelo.

O nosso tipo de turismo cinco estrelas, sóbrio, elegante, com um comportamento atencioso e discreto em relação ao cliente, mas exibindo uma qualidade intrínseca do alojamento, da comida, dos campos de golfe e dos demais serviços prestados aos clientes tais como spas, vem ao encontro da relação qualidade/preço que predomina nesta conjuntura.

Também essencial é a crescente consciência da necessidade de qualidade ambiental e o combate a todas as formas de poluição, inclusive uma lamentável poluição visual que ainda predomina em torno dos principais empreendimentos do Algarve.

Onde continuamos francamente débeis é na promoção. Uma persistente dependência da acção e investimento por parte do Estado, a natureza errática e voluntarista das campanhas, para além da exiguidade de recursos quando comparados com outros destinos concorrentes, faz com que não tenhamos sabido definir nem fixar uma imagem e uma preferência significativa nos consumidores.

É indispensável que sejam os próprios autores do processo a definir, conduzir e pagar a publicidade, a promoção e os eventos.

O papel do Estado nesse processo seria através de benesses fiscais e financiamentos.

Esclareça-se que não sou a favor de que o Governo invista na promoção a fundo perdido.

Nos 40 anos em que actuo neste sector continuo a verificar o desinteresse oficial pelo turismo residencial. Aliás, o próprio turismo não foi mencionado em nenhuma das três campanhas eleitorais que ocorreram recentemente, bem como foi omitido nos debates e entrevistas aos candidatos.

Na verdade, neste momento, o turismo proveniente dos proprietários de casas de férias tem sido a salvação das companhias de aviação, dos aeroportos e dos diversos serviços à disposição dos turistas, no entanto, nas últimas décadas perdemos a corrida da venda de propriedades a estrangeiros para a Espanha. Temos somente 5% do número de proprietários estrangeiros em relação ao volume espanhol.

Para o futuro haverá que encontrar novas fórmulas de atracção do investidor estrangeiro. A repetição das antigas já não é viável como está demonstrado pela paralisação dos projectos conhecidos por PIN.

Palavras Chave: Agenda

Os comentários estão desabilitados.

Workmedia

© Copyright 2000-2010 Publituris.pt. Todos os direitos reservados.