O ano passado terminou com uma queda de 0,2 por cento do tráfego de passageiros, o que significa que viajaram de avião 4,5 mil milhões de pessoas. Esta é a conclusão dos resultados preliminares do ACI (Airports International Council), que reúne informações de 900 aeroportos em todo o globo (representativos de 93 por cento do tráfego mundial). A percentagem acabou por não ser maior devido aos bons resultados registados no início do ano. Daí que Angela Gittens, directora geral do ACI, lembre que na primeira metade de 2008 os aeroportos registaram “um crescimento robusto”, uma tendência que se inverteu em Junho. “O sector da aviação, em meados do ano, foi caracterizado por preços de petróleo sem precedentes, o que aumentou os preços dos bilhetes e fez abrandar a oferta em muitas regiões”, acrescentou a responsável. Segundo Gittens, este efeito foi mais visível no tráfego doméstico, dado que os passageiros começaram a procurar meios de transporte alternativos. Aqui entra também o factor last minute e a maior flexibilidade de meios de transporte como o comboio.Por regiões, as notícias não são famosas, como refere a directora geral do ACI: “Desde Setembro de 2008, o crescimento contraiu-se em todas as regiões excepto no Médio Oriente”. As regiões mais afectadas por esta descida abrupta do tráfego foram a Ásia-Pacífico, a Europa e a América do Norte. E como referia Angela Gittens, a região do Médio Oriente e o continente africano mantiveram a tendência de subida ao longo do ano passado, apesar de não terem atingido números verificados em anos anteriores.
Retoma em 2010
Já a região da América Latina registou bons valores nos primeiros três trimestres de 2008 – em especial no que refere ao tráfego internacional – mas nos últimos três meses do ano começou a registar descidas ao nível do tráfego doméstico e internacional.
As previsões do ACI apontam agora para que 2009 mantenha esta tendência de queda, mas Angela Gittens acredita que no final do ano deverão começar a surgir sinais de retoma. 2010 poderá ser por isso o ano em que o tráfego vai voltar à curva ascendente.







