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Yes, week-end?

11 de Fevereiro de 2009 às 06:34:19 por Joana Barros

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opinião de Duarte Guedes, presidente da Hertz Portugal
O peso da fiscalidade automóvel, num dos países mais pobres da União, Portugal, é substancialmente superior à média europeia. Representa tão somente, mais de 20% das receitas fiscais do Estado. Apesar disso, e mais uma vez, quando há dois anos se julgava que estivesse próxima uma harmonização fiscal europeia, o Governo pretendeu aumentar consideravelmente esta fatia. É um hábito em Portugal este “carrossel” de incerteza fiscal. Sobe e desce IVA, criam-se e retiram-se PPR’s, e a lista continua.

A ver vamos, com a queda que estimo próxima dos 20% este ano para o sector automóvel, qual a real fragilidade das nossas contas e onde vai o Governo compensar a previsível perca de receita. Será que finalmente o Estado vai cortar na despesa pública? Ah não, esqueça! Estamos em ano de eleições…

Justiça seja feita que se legislou em 2008 um regime especial para as empresas de aluguer de curta duração que há muito reclamavam um regime semelhante ao que é gozado pelas suas congéneres e muitas vezes concorrentes, espanholas que possuem rácios bastante mais positivos de retorno do capital investido. Contudo, num infeliz diploma e de uma implementação atrapalhada, as empresas de rent-a-car não beneficiaram sequer em 5% das viaturas que adquiriram em 2008.

Pede-se agora muita atenção a quem de direito, que a queda abrupta da economia espanhola pode provocar com grande rapidez o aparecimento de viaturas de matrícula espanhola disponíveis para alugar em Portugal. Se tal acontecesse estaríamos perante um claro cenário de evasão fiscal e concorrência desleal.

Voltando ao início, e dado este ano difícil que agora começámos, pede-se que o Governo actue com rapidez e coragem no curto prazo, e que de uma vez por todas estabeleça paralelamente, um plano de longo prazo para este país. A raiz dos nossos problemas está numa partidarite aguda que não olha e se sobrepõe à competência. Tomemos como exemplo a formação do Governo Obama, que tenta construir uma dream team capaz de enfrentar todas as dificuldades, independentemente da sua orientação política (como é exemplo Robert Gates). Imagina o Sr. Leitor que um governo PSD convidasse o Ministro Vieira da Silva? Ou que um Governo PS convidaria Manuela Ferreira Leite que há alguns anos levantava o problema do deficit?

Como li num e-mail que recebi esta semana a versão portuguesa do “yes we can”, será “yes week-end”?

Palavras Chave: Agenda

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