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Quem espera sempre alcança

20 de Fevereiro de 2008 às 16:00:28 por Publituris

Em 2007 continuámos a sentir os mesmos problemas que têm vindo a acompanhar o sector nos últimos anos. Voltámos a assistir a um aumento do custo da frota, muito acima da inflação, o que provoca uma degradação das margens, pois torna-se muito difícil repercutir esses aumentos nas tarifas praticadas. Também as repercussões de uma crise económica, que abala o país há já vários anos, se fizeram sentir em 2007, com as empresas a reduzirem os seus custos e recursos, sendo que um dos mercados mais afectado foi o Rent-a-Car.Mas a grande novidade chegou com o novo ano. Há cerca de 20 anos que o sector de Rent-a-Car aguardava pela medida que o governo veio agora consagrar em lei, através do OE – Orçamento de Estado para o ano de 2008: a redução correspondente a 50% do montante do ISV – Imposto sobre Veículos, para os automóveis ligeiros de passageiros e de utilização mista.

Não podemos deixar de reconhecer a mais-valia que esta medida representa, pois para além do reconhecimento por parte do governo da importância do sector do Rent-a-Car no âmbito da actividade turística, deverá permitir também que as empresas a operar em Portugal recuperem em parte a competitividade que foram perdendo ao longo dos anos relativamente às empresas Espanholas, as quais beneficiam, no país vizinho, do mesmo tipo de isenção mas a 100%. Não podemos, no entanto, deixar de alertar para o perigo real, dos fabricantes ou distribuidores de automóveis virem a aproveitar esta medida para, através do aumento das taxas de depreciação dos contratos de Buy-back, absorverem a margem que se deveriam destinar a melhorar a competitividade do sector do Rent-a-Car.

Se 2007 foi um ano em que os antigos problemas se mantiveram, foi também um ano em que, uma vez mais, o Turismo surpreendeu.

De facto, tal como já se tinha verificado no ano de 2006, o Turismo esteve bastante dinâmico e benéfico para a grande parte dos intervenientes no sector. Haverá sempre uma grande disparidade na relação entre os meses de Verão e os restantes meses do ano. Mas este facto pode ser de alguma forma contornado. Não podemos ser um mercado estanque que actua somente nos meses de verão. Não podemos estar exclusivamente dependentes do negócio de Lazer porque este é cíclico. Temos de ter mais e melhor oferta para as restantes épocas do ano, procurando compensar com segmentos que nos garantam sustentabilidade ao longo do ano.

De um modo geral, o balanço de 2007 é bastante positivo, um bom ano para o sector. Agora com a nova lei as perspectivas para 2008 são ainda mais animadoras, prevendo-se melhorias significativas para todos os intervenientes.

Paulo Moura

Director geral da Europcar Portugal

Palavras Chave: Colunista Convidado

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